Como um produtor audiovisual e estrategista digital construiu do absoluto zero um ecossistema completo de integração, comunicação interna e transformação digital para o maior setor de TIC do judiciário mineiro — com infraestrutura mínima, equipe enxuta e resultados que ninguém havia conseguido antes.
A DIRTEC — Diretoria Executiva de TIC do TJMG — reúne mais de 500 profissionais entre servidores e terceirizados. Um dos maiores setores de tecnologia do judiciário brasileiro. E, ainda assim, não existia nenhum processo formal para receber quem chegava.
A integração era feita de forma informal, esporádica, conduzida por um único colaborador da governança sem roteiro, sem materiais, sem cultura. Cada novo profissional chegava e precisava descobrir sozinho onde estava e o que fazia.
O que não existia
"Quando perguntei se tinham uma câmera, me entregaram uma webcam de R$100. Fiz questão de levar o meu equipamento nas gravações. Qualidade não depende de infraestrutura — depende de visão."
Diogo Anatólio · sobre o início do projeto BoardVídeos de boas-vindas com depoimentos de assessores, gestores, coordenadores e da própria Diretora da DIRTEC. Equipamento próprio levado às gravações para garantir qualidade cinematográfica. 11 profissionais entrevistados.
Desenvolvimento completo no Google Classroom: criação de contas, módulos temáticos, vídeos, planilhas, fluxogramas. Uma trilha estruturada do primeiro dia até a operação plena.
Criação visual da história completa do Tribunal desde a entrada do Jira — transformando memória institucional em recurso gráfico e interativo que reforça identidade e orgulho de pertencimento.
Criação de identidade visual e personagem para o projeto, garantindo que a chegada de novos colaboradores fosse acolhedora, humanizada e coerente com a cultura sendo construída.
Cards, notícias e textos semanais sobre lançamentos, cursos e eventos internos — incluindo ações como Halloween. Alcance direto de +500 colaboradores do setor de TIC.
Documento estruturado mapeando todas as etapas da chegada: cadastros, acesso à rede, portais, protocolos digitais e fluxo de acesso à máquina — reduzido de 15 para apenas 3 dias.
Produção de materiais técnicos acessíveis — como o procedimento do Mapa de Gerenciamento de Risco — que padronizaram práticas de toda a equipe de governança da DIRTEC.
Criação do roteiro presencial de apresentação do espaço e kit físico (pastas, cadernos, canetas) — transformando o primeiro dia em uma experiência real de pertencimento.
Toda a movimentação do projeto foi gerenciada e publicada dentro de plataformas utilizadas por organizações globais de alto desempenho. O diferencial foi integrar ferramentas de gestão com produção de conteúdo — algo incomum no contexto público.
Esta não é só a história de um projeto. É a história de um profissional que escolheu deliberadamente o desconforto como caminho de crescimento. Vindo do mercado privado, acostumado a ser dono da própria operação, entrar no serviço público foi uma imersão radical — em equipe, em hierarquia, em propósito coletivo.
Mapeamento completo do cenário real: ausência de processo de integração, materiais fragmentados, sem identidade visual para comunicação interna. A ausência era o briefing — e a oportunidade.
Em parceria com Ygor Guimarães (atual Assessor de Governança da CEGOTI/DIRTEC), estruturamos o Confluence, o Jira e o Google Classroom como pilares da nova arquitetura de integração.
Diante de uma webcam de R$100 como único recurso oferecido, trouxe meu próprio equipamento. Gravamos depoimentos de gestores, coordenadores e da Diretora da DIRTEC em 3 datas distintas — 11 profissionais, material cinematográfico, entrega em 2 dias de edição.
O guia de boas-vindas, a trilha de conhecimento e o kit físico de acolhimento transformaram a experiência dos primeiros dias. O acesso à máquina foi reduzido de 15 para 3 dias.
O vídeo institucional dos bastidores da implementação do Confluence foi exibido nos treinamentos internos da DIRTEC. Os materiais produzidos continuam sendo referência dentro da estrutura de governança do Tribunal.
O Projeto Board não foi apenas uma entrega técnica. Foi a criação de cultura institucional. Transformamos a experiência de chegada de centenas de profissionais, demos estrutura ao que era informal e visibilidade ao que estava invisível.
Trabalhar na DIRTEC foi uma virada de chave. Aprendi que um produtor audiovisual e estrategista digital pode ir muito além do vídeo: pode construir processos, cultura, pertencimento. Aprendi a trabalhar sob supervisão, em equipe enxuta, com infraestrutura mínima — e entregar algo que nunca existiu antes.
Diogo Anatólio